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Emancipação: símbolos conectam cachoeirense a herança histórica e cultural

Fotos: Arquivo/FATO

No período do aniversário de emancipação política de Cachoeiro de Itapemirim, o ES de FATO destaca os símbolos oficiais do município.

A cidade adotou três: a bandeira, o brasão e o hino. Este último, de causar inveja em muitas outras. De autoria do compositor Raul Sampaio Cocco, faz Cachoeiro ser cantada pelo país eternizado na voz de Roberto Carlos.

Elementos, portanto, que não apenas conferem uma identidade visual ao município, mas também conectam os cachoeirenses com sua herança histórica e cultural.

Brasão

Reformulado em 2019, o emblema (foto de capa) preservou os principais elementos do anterior (criado em 1982), dando a eles contornos mais orgânicos.

Dos símbolos, os ramos de café significam a riqueza agrícola da região. Na parte interna do escudo, há os monólitos que representam o setor de rochas e o Pico do Itabira estilizado. Já a engrenagem ou roda dentada significa a força industrial do município. O desenho da parte inferior esquerda, sem esfera, é uma cabeça de boi estilizada, representando a pujante pecuária leiteira local. Considerando-se a esfera, vê-se uma figura humana estilizada, significando o povo. A pena em desenho geométrico retrata a cultura e as letras cachoeirenses.

Bandeira

Instituída pela Lei nº 2.262/1982 e criada em 25 de março de 1987, a bandeira mede 1,40 x 2,00 m. Possui canto azul com três monólitos em cor branca na posição diagonal, no centro. Os monólitos representam o Pico do Itabira estilizado e placas ou blocos de mármore, a maior riqueza mineral do município.

O azul (cobalto) referencia o firmamento. A coroa amarela, com sete pontas, sinaliza os distritos de Cachoeiro à época, como também indica a coroa da “Princesa do Sul”. Vazando a coroa, consta a inscrição da logomarca “Cachoeiro”. Sob a coroa, em branco, vê-se a constelação do Cruzeiro do Sul, cuja estrela Epsilon representa, na bandeira do Brasil, o Estado do Espírito Santo. Na bandeira de Cachoeiro, o Cruzeiro do Sul significa os seus filhos ilustres que brilham em diversas atividades por todo país. No campo cultural, Cachoeiro é considerada a “Atenas” capixaba.

Hino do Município

“Meu Pequeno Cachoeiro”, música do compositor, cantor e violonista Raul Sampaio Cocco, imortalizada na voz do rei da MPB Roberto Carlos, apresenta a relação afetiva entre o cachoeirense e seu espaço de origem. Marca forte de identidade local, foi declarada, oficialmente, hino da cidade de Cachoeiro de Itapemirim, por meio da lei municipal n° 1072/66, em 28 de julho de 1966.

Eu passo a vida recordando

De tudo quanto aí deixei.

Cachoeiro, Cachoeiro

Vim ao Rio de Janeiro

Pra voltar e não voltei.

Mas te confesso, na saudade

As dores que arranjei pra mim

Pois todo pranto destas mágoas

Inda irei juntar às águas do teu Itapemirim

Meu pequeno Cachoeiro

Vivo só pensando em ti

Ai que saudade dessas terras

Entre as serras

Doce terra onde eu nasci

Recordo a casa eu morava

O muro alto, o laranjal

Meu flamboyant na primavera,

Que bonito que ele era

dando sombra no quintal

A minha escola, a minha rua

Os meus primeiros madrigais

Ai como o pensamento voa

Ao lembrar da terra boa

Coisas que não voltam mais.

Autor: Raul Sampaio Cocco.

fonte original do Jornal Fato

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