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Remédios ficam mais caros a partir da semana que vem

O aposentado Valdeci Carvalho Ferreira, de 67 anos faz uso regular de medicamentos e os que não consegue pegar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na unidade de saúde, precisa comprar. Em média, gasta R$ 150 por mês com remédios. “Esse aumento compromete parte da renda, já que verduras, legumes e outros itens da alimentação estão mais caros. Nós, aposentados, estamos com o salário defasado. Nossa correção é sempre menor”, diz. |  Foto: Fábio Nunes/ AT

Preparem os bolsos! Quem frequenta a farmácia deve sentir, a partir da semana que vem, o aumento dos preços dos medicamentos.

Tradicionalmente, todos os anos, no dia 31 de março, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulga o ajuste de preços de medicamentos, que costumam ser praticados em abril.

Para este ano, o índice autorizado de reajuste dos medicamentos comercializados no País deve ficar 4,5%, segundo previsão de especialistas do setor.

À reportagem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que os valores deste ano ainda não foram divulgados pela CMED, entidade responsável pela regulação econômica do mercado de medicações no País.

O percentual de aumento é determinado por meio de um cálculo que considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e outros três fatores, chamados X, Y e Z.

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Para o coordenador geral do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas e Idosos do Espírito Santo, Jânio Araújo, ainda que o aumento fique em 4,5%, idosos e aposentados poderão sofrer com a possível alta de preços.

“O aumento no valor da aposentadoria foi de 3,71%, aliado a isso tem o aumento dos planos de saúde. É uma matemática que não fecha. Os aposentados estão sendo obrigados a fazerem escolha: ou tomam remédio, ou pagam plano de saúde ou se alimentam”, diz.

Ainda de acordo com Jânio, 68% dos aposentados e pensionistas ganham até um salário mínimo por mês (R$ 1.412). “Precisamos de políticas públicas, como a Farmácia Popular, que é onde o público mais sofrido consegue acesso aos medicamentos. Com esse aumento, ele terá de sacrificar algo para poder sobreviver”, destaca.

Uma das formas de economizar na compra dos medicamentos, segundo o Presidente do Sindicato do Comércio Varejista Produtos Farmacêuticos do Estado (Sincofaes), Edson Daniel Marchiori, é procurando por medicamentos genéricos, além de procurar por descontos. “Quem puder, também deve adquirir os medicamentos antes do reajuste”.


Anúncio do reajuste no próximo dia 31

Reajuste

A política de preço de medicamentos é definida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). No Brasil, essa política de controle de preços de medicamentos se dá pelo estabelecimento de limite máximo, o teto.

De acordo com esta política, definida pela lei 10.742/2003, as autorizações de reajustes do teto de preços acontecem de forma anual, sempre no dia 31 março. Os valores deste ano ainda não foram divulgados.

Valores

Apesar de os valores não terem sido divulgados, especialistas do setor estimam que o índice de reajuste dos medicamentos deve ficar em 4,5% neste ano.

O reajuste acompanha a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e outros três fatores: fator de Produtividade (Fator X) referente ao reajuste de preços de medicamentos para o ano de 2023; fator de ajuste de preços relativos entre setores (Fator Y); fator de ajuste de preços relativos intra-setores (Fator Z).

Genéricos reduz custos

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O medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato que o medicamento de referência, sendo, portanto, mais barato.

São mais baratos por serem cópias de medicamentos já conhecidos e não precisam de investimento em pesquisa para o seu desenvolvimento.

É possível trocar um medicamento de referência por um genérico, desde que a troca seja orientada pelo médico que prescreveu a receita ou indicada pelo farmacêutico, no momento da venda.

Descontos

Uma das formas de conseguir descontos em medicamentos é por meio do O Programa Farmácia Popular do Brasil, programa do governo federal, por meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada.

O programa disponibiliza medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes, asma e hipertensão, osteoporose e anticoncepcionais. O programa também oferece medicamentos de forma subsidiada para dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, glaucoma e fraldas geriátricas.

Também existe no Estado a Farmácia Cidadã Estadual. Para ser beneficiado com a dispensação dos medicamentos, o solicitante precisa comparecer a uma Farmácia Cidadã mais próxima de sua casa para a abertura do processo de solicitação de medicamento.

Fonte: Ministério da Saúde, Anvisa, Sesa e pesquisa AT.

fonte original da Tribuna Online

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