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Projeto incentiva adoção de Sistemas Agroflorestais em propriedades do Espírito Santo

Famílias rurais conheceram mais detalhes técnicos a respeito dos Sistemas Agroflorestais (SAF) com café conilon, durante visita de intercâmbio de conhecimentos na unidade de pesquisa participativa (UPP) implantada na propriedade do produtor de café Júlio Celio Mendonça, localizada na comunidade de Santa Luzia, no município de Alegre. A propriedade é assistida pelo escritório local do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e serviu de modelo para as avaliações, de forma participativa, a respeito do desempenho do cafeeiro em cultivo arborizado e consórcio perene, buscando  indicadores econômicos, sociais e ambientais. 

Ao todo, foram mais de 20 pessoas, entre as equipes locais do Incaper de Alegre e dos municípios Cachoeiro de Itapemirim, Dores do Rio Preto, Ibitirama e Iúna, além de bolsistas e professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) do campus de Alegre e produtores e produtoras rurais da região Sul Caparaó, que foram acompanhar mais detalhes sobre os indicadores de sustentabilidade na unidade participativa. 

A visita de intercâmbio faz parte de uma das várias ações do projeto intitulado “Desempenho Agronômico e Econômico do Cafeeiro em Sistemas Arborizados”, fruto de um convênio entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Incaper. Outras ações, como visitas de monitoramento técnico, capacitações e participações em eventos sobre o tema, fazem parte do projeto e vão acontecer ao longo deste ano. 

O coordenador do projeto e extensionista do Incaper, Ricardo Eugênio, explicou que a iniciativa se deu a partir dos resultados observados na unidade demonstrativa de pesquisa em cafés sombreados em sistema agroflorestal (SAF), localizada na Fazenda Experimental Bananal do Norte (FEBN), em Cachoeiro de Itapemirim. As pesquisas são conduzidas pelo pesquisador do Incaper João Batista Araújo, que acompanhou a visita.

O SAF é uma forma de uso e ocupação do solo em que árvores são plantadas ou manejadas em consorciação com culturas agrícolas ou forrageiras. Em outras palavras, é um sistema em que o produtor planta e cultiva árvores e produtos agrícolas em uma mesma área, garantindo a melhora de aspectos ambientais e a produção de alimentos e madeira.

Segundo Ricardo Eugênio, a proposta do projeto é, portanto, expandir as experiências do projeto para as propriedades do sul Estado. “Essa e outras visitas às unidades de pesquisa participativa trazem uma proposta de aprendizagem sobre um sistema de produção cada vez mais sustentável, com benefícios ricos economicamente, socialmente e ambientalmente”, contou.

“Os indicadores vão contribuir para a análise e avanço em sistemas de produção sustentáveis, que atendem à realidade dos agricultores da reunião onde o projeto está sendo desenvolvido”, reforçou Eugênio. 

O agricultor familiar e diretor do Sindicato dos Agricultores Familiares e Assalariados de Alegre (Sitrua), Rubney Gonçalves Sant’Ana, tem participado das atividades do projeto e lembrou da importância de mais essa ação. “Diante das trocas de conhecimentos, o meu aprendizado continua. Mesmo sendo um SAF em processos de formação, já deu para ter uma ideia de como poderá ficar daqui no futuro próximo. Achei importante o aproveitamento da área cultivada, formando em uma única área três plantas de boa comercialização, trazendo assim mais renda ao produtor”, disse Sant’Ana.

Já o extensionista do Incaper do escritório local de Dores do Rio Preto, Norberto das Neves, destacou que o projeto de pesquisa participativa proporciona uma maior integração entre extensão rural, pesquisa e sociedade, disponibilizando os conhecimentos técnicos científicos com os “saberes de vida” dos agricultores, que se dispõem a adaptá-los às suas realidades e gerando inúmeros benefícios econômicos, ambientais e sociais.

A mesma ação acontece durante essa quarta-feira (10), na unidade de pesquisa participativa em café arborizado, na propriedade de José Carlos Vimercati, na comunidade de São Pedro, em Ibitirama, e também no mês de junho, na propriedade do produtor rural de Sebastião Alves Ribeiro, na comunidade de São João do Príncipe, em Iúna, em uma data a ser definida.

Fonte: Incaper

fonte original do Montanhas Capixabas

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