Fotos: Reprodução/instagram @detalhesdeumavida.oficial
Considerada a primeira fã do cantor e compositor Roberto Carlos, Gercy Volpato, aos 94 anos de idade, morreu repentinamente na manhã desta Sexta-feira da Paixão (29). Em sua casa ela guardava acervo construído desde os anos 1950 em homenagem ao Rei e recebia visitas de fãs de todo o Brasil e até do exterior.
A morte foi confirmada pelo sobrinho-neto dela, o fotógrafo e designer gráfico Luan Faintini Volpato. “É com muito pesar que comunicamos o falecimento de Gercy Volpato e para todos nós a eterna Tia Vêto. Sentirei muita saudade dos momentos que passamos juntos, das comidas deliciosas, dos ensinamentos preciosos, do seu carinho e amor por todos! Que o Pai Celeste lhe acolha com muita luz. Obrigado por tudo.”, publicou no Instagram.
Luan é o idealizador do do site “Detalhes de Uma Vida”, lançado em 2019, e que se dedica a compilar o acervo e a contar a história de Dona Gercy e sua irmã Maria Leonôr Volpato, também já falecida, consideradas as primeiras fãs do astro nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Gercy Volpato nasceu em 22 de novembro de 1929, na localidade de Alto Canudal, interior de Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Aos 13 anos de idade, Gercy, a irmã, os pais e mais 11 irmãos (oito irmãs e três irmãos), mudaram-se para Cobiça, também na zona rural de Cachoeiro de Itapemirim, na mesma casa onde Gercy.
Junto com a irmã, construiu um belo acervo de memórias contendo fotografias, discos, objetos e centenas de revistas que contam a trajetória de sucesso de seu ídolo, o conterrâneo Roberto Carlos.
Maria Leonôr faleceu em 13 de fevereiro de 2008, mas, junto com a irmã Gercy, colecionou uma vida cheia de histórias emocionantes e inusitadas ao acompanhar de longe – e também de perto – a vida e obra do cachoeirense que foi brilhar no Rio de Janeiro, e que conquistou fãs pelo Brasil e exterior.
História

Gercy Volpato, ainda jovem nos anos 1950, se encantou com a voz de Roberto Carlos enquanto ouvia um programa ao vivo na Rádio Cachoeiro. O talento do jovem cantor, então com apenas 9 anos, a impressionou tanto que ela passou a frequentar a rádio regularmente para vê-lo se apresentar. Ela e sua irmã, Maria Leonôr, caminhavam duas horas a pé da zona rural até a cidade para assistir aos programas.
Após o contato inicial, as irmãs desenvolveram uma relação próxima com Roberto Carlos, frequentando seus programas e até mesmo acompanhando-o em eventos esportivos. Gercy escreveu a primeira carta para o cantor, que ele leu ao vivo, marcando o início de uma longa amizade.
Em 1963, as irmãs conseguiram permissão dos pais para viajar ao Rio de Janeiro e encontraram Roberto Carlos em diversos programas de rádio e televisão. Elas até mesmo visitaram a casa de sua família, proporcionando momentos memoráveis.
Em 1966, durante um show em sua cidade natal, as irmãs tiveram a oportunidade de conversar com o cantor nos bastidores e tirar sua primeira foto juntas. Ao longo dos anos, elas continuaram a assistir aos shows de Roberto Carlos em Cachoeiro de Itapemirim, mantendo uma relação próxima com ele.
Após a morte de Maria Leonôr em 2008, Gercy continuou a colecionar memórias de seu ídolo, comparecendo a seus shows e mantendo viva a admiração por ele. No ano passado, teve a oportunidade de acompanhar o show mais recente do cantor em Cachoeiro de Itapemirim.
O legado das irmãs Volpato é um acervo repleto de fotos, reportagens e lembranças que capturam a devoção e o amor dedicado a Roberto Carlos ao longo dos anos. Essas histórias revelam uma parte especial da cultura brasileira e a conexão única entre um ídolo e seus fãs.

Com informações de https://detalhesdeumavida.com.br/
fonte original do Jornal Fato
