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Morador denuncia que condomínio vira ponto de abandono de cães

Divulgação

Um problema tem tirado a tranquilidade de moradores do condomínio residencial na bucólica localidade de Moitãozinho, nas imediações do famoso Sítio Moitão, zona rural de Cachoeiro de Itapemirim. 

A região virou ponto de abandono de cães. É o que denuncia o engenheiro ambiental Clovis Cozaqueve. “Só na minha casa vieram parar cinco, na virada do ano. Entre eles, uma fêmea que, no dia 1° de fevereiro, teve cinco filhotes”, relata.  

Ele alerta que em Cachoeiro não há programa de castração, nem campanha efetiva de adoção consciente e muito menos um trabalho de divulgação do crime de abandono de animais em vias públicas.

“Lamentável, as pessoas da Secretaria de Bem Estar Animal estão sem condições para trabalhar”, aponta Clovis. 

Colapso

Única associação ativa devidamente regularizada em Cachoeiro de Itapemirim, a SOS Patas e Mãos está sobrecarregada, sem apoio de qualquer órgão público para o trabalho com os animais de rua. 

E atualmente funciona somente como um canal entre a população e os bichos, dependendo de doações, segundo uma voluntária, que pede para ficar anônima. 

O abrigo que a SOS Patas e Mãos ajuda no município acolhe no momento 30 animais.

A ONG está realizando uma campanha para arrecadar dinheiro ou ração para mantê-los. Pois, sem ração em estoque, estão tendo que alimentar os cães com resto de comida dos restaurantes ao redor.

Além dos que estão no abrigo, diariamente, revela a integrante, há pedidos de ajuda no Instagram da SOS Patas e Mãos para acolhimento de “animais atropelados nas vias públicas, ninhadas nas ruas correndo risco de morte, cães com tumores pelas calçadas, entre outros casos”.

A associação prontamente orienta a população a procurar o Centro de Controle de Zoonoses do município.  

“Mas as reclamações são sempre as mesmas: a Prefeitura não resgata, está superlotado o CCZ. E não adianta resgatar se em Cachoeiro hoje não há verbas destinadas a isso, é só trocar o problema de lugar”.

O município, de acordo com a ONG, não aderiu ao programa “Pet Vida”, do Governo do Espírito Santo, destinado à castração e cuidados para os animais semi-domésticos e das ruas. 

“Haverá uma próxima oportunidade daqui a seis meses, para que a Prefeitura de Cachoeiro cumpra com todas as etapas do programa de bem-estar do Estado. A população precisa cobrar, as ONGs não aguentam tanta demanda. E, sem doações financeiras e adoções, fica impossível resgatar novos animais. Beiramos o colapso, nunca estivemos com tantos animais nas ruas”, declara a SOS Patas e Mãos.  

Doações

As doações para a ONG podem ser feitas via Pix (CNPJ:43.892.758/0001-94) ou mediante pacote de ração. Há um ponto de coleta, no cowork onde funciona o endereço fiscal da Patas e Mãos (“MixWork”, Rua Amphilóphio Braga, nº 24, Loja 01, Gilberto Machado, atrás da concessionária Jeep). 

O doador também pode solicitar que um dos voluntários busque a doação, através do Instagram @sospatasemaos.

PMCI

A reportagem do ES de FATO entrou em contato com a Prefeitura de Cachoeiro. Contudo, não obteve resposta até o momento da conclusão do conteúdo.

fonte original do Jornal Fato

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