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Material escolar: imposto pode representar quase metade do preço

Imagem ilustrativa

Com a proximidade da volta às aulas, a ida às papelarias tem se intensificado para a compra do material escolar de crianças, adolescentes e jovens. A primeira preocupação é, sem dúvidas, preço e qualidade. 

Mas também é essencial entender o quanto de imposto há em cada item da lista de compras, pois esse percentual também encarece o valor final pago no caixa.

De acordo com levantamento do advogado tributarista Samir Nemer, dos itens que geralmente são comprados nesta época do ano, o produto com maior percentual de impostos é a caneta, que tem 49,95% do seu valor final destinado a tributos.

Outros produtos que têm mais de 40% de seu preço só de impostos são calculadora, régua, tênis nacional, tesoura, agenda, apontador, borracha, cola, estojo e pasta de plástico. Segundo Nemer, esse percentual representa mais do que a carga tributária bruta brasileira geral, que é de 33,56% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a Receita Federal.

“A mochila, item essencial, tem 39% de impostos no seu valor final. Já lápis e caderno têm 34,99%. A grande maioria dos materiais escolares conta com tributos que variam de 30% a quase 50% do seu preço total. Mas vale lembrar que os livros didáticos têm isenção tributária, uma proteção feita na Constituição Federal”, ressaltou Nemer, que é sócio do escritório FurtadoNemer Advogados.

Com a reforma tributária, segundo Nemer, podem haver alterações nos percentuais dos tributos em breve. Porém, a imunidade tributária dos livros foi mantida. 

“O governo informou que a isenção não muda com a reforma. O texto aprovado não fala especificamente sobre a tributação de livros, mas prevê a manutenção das imunidades previstas no artigo 150 da Constituição”. 

Além da inflação acumulada no Brasil de 4,62% em 2023, que também eleva o preço dos produtos, é preciso ficar atento, pois a variação de valores do material escolar chega a ter uma diferença de até 73%, segundo levantamento do Procon-ES. Por isso, o tributarista lembra que é essencial fazer uma pesquisa em alguns estabelecimentos antes de fechar a compra. 

Impostômetro

O ano mal começou e o brasileiro já pagou mais de R$ 273 bilhões só de impostos aos cofres públicos estadual, federal e municipal. Em 2023, o montante pago pelos brasileiros foi de R$ 3,6 trilhões. Foi a primeira vez que o levantamento do site Impostômetro ultrapassou R$ 3 trilhões.

Confira os materiais escolares e seu percentual de tributos

Caneta: 49,95%

Calculadora eletrônica: 44,75%

Régua: 44,65%

Tênis nacional: 44%

Tesoura: 43,54%

Agenda escolar, apontador e borracha: 43,19%

Cola tenaz: 42,71%

Estojo para lápis: 40,33%

Pasta de plástico: 40,09%

Lancheira: 39,74%

Mochila: 39,62%

Fichário: 39,38%

Papel carbono: 38,68%

Folhas para fichário: 37,77%

Papel sulfite: 37,77%

Tinta guache: 36,13%

Tinta plástica: 36,22%

Pincel: 35,70%

Lápis e caderno: 34,99%

Papel pardo: 34,99%

Roupa de uniforme: 34,67%

Papel celofane: 34,48%

Fonte: levantamento do advogado tributarista Samir Nemer, com dados do site Impostômetro.

fonte original do Jornal Fato

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