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Marataízes, Itapemirim e Kennedy: cidades mais beneficiadas em acordo milionário com Petrobras

Imagem ilustrativa

Mais de R$ 420 milhões, é o que o Espírito Santo vai receber em um acordo judicial assinado pela Petrobras e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

Do total, os municípios capixabas recebem cerca de R$ 132 milhões. Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy são os principais beneficiados.

O acordo põe fim a antigo processo judicial envolvendo o recálculo de royalties e a participação especial (PE) referentes à produção de petróleo no Campo de Jubarte, localizado no litoral sul do Estado.

Do montante que será pago pela Petrobras, R$ 289 milhões serão destinados aos cofres do Estado, sendo R$ 101 milhões pagos à vista (35% do valor), com ingresso previsto para março de 2024, e mais 48 parcelas mensais de aproximadamente R$ 4 milhões, corrigidas pela taxa Selic. 

O processo judicial envolvia a produção de petróleo no Campo de Jubarte nos períodos de agosto de 2009 a fevereiro de 2011, e dezembro de 2012 a fevereiro de 2015. 

“A Secretaria da Fazenda (Sefaz), com o apoio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), desempenhou um papel fundamental para a efetivação desse acordo, participando ativamente das negociações desde a sua fase inicial. A resolução consensual é benéfica para todos. Teremos incremento na arrecadação e esses recursos serão revertidos em políticas públicas para melhor atender o cidadão”, avalia o secretário de Estado da Fazenda, o auditor fiscal Benicio Costa.

História

Os auditores fiscais da Sefaz constataram, a partir dos relatórios e boletins publicados pela ANP, alteração brusca no valor do Grau API (escala que mede a densidade dos líquidos derivados do petróleo) no campo de Jubarte. 

Na ocasião, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda, solicitou à ANP a adoção imediata de providências administrativas com vistas à adequada apuração e recolhimento dos valores corretos devidos pela Petrobras a título de royalties e participação especial.

A expertise da equipe do Núcleo de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Derivados da Sefaz (Nupetro) foi crucial para o início e desfecho desse processo, compreendendo cada etapa das negociações e assegurando que o acordo alcançado fosse sustentável, transparente e alinhado com os interesses públicos envolvidos.

“A capacidade de integrar conhecimento técnico e análise estratégica foi essencial para o sucesso das negociações e para a criação de um ambiente propício à homologação do acordo, que põe fim a um longo litígio e mostra-se benéfico em diversos sentidos, como economia de custos e redução de incertezas. O acordo garante benefícios tangíveis para a comunidade local e para o desenvolvimento econômico e social do Estado do Espírito Santo”, declara o coordenador do Nupetro, o também auditor fiscal Vitor Botura.

fonte original do Jornal Fato

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