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Leptospirose: 85 casos suspeitos da doença foram registrados em Mimoso

Foto: Ilustrativa/ Ronaldo Santos/Jornal FATO

As enchentes no Sul do Espírito Santo deixaram os profissionais de saúde em alerta devido às doenças transmitidas pela água contaminada. Como é o caso da leptospirose, que apresenta manifestações clínicas muito variáveis, com diferentes graus de severidade. Em relação ao município de Mimoso do Sul, só este ano, foram notificados 85 casos suspeitos da doença até a quinta-feira (11). Não há casos confirmados da doença no município.

Durante o ano de 2023, a Sesa contabilizou 131 notificações de casos suspeitos de leptospirose em Mimoso. Destes, 04 foram confirmados. Entre 2023 e 2024 não há registro de óbitos pela doença no município.

Quanto aos dados gerais do Espírito Santo, em 2023 foram notificados 657 casos suspeitos de leptospirose em todo Estado. Desses, 63 foram confirmados e dois óbitos registrados. Já neste ano de 2024, até quinta-feira (11), 387 casos suspeitos da doença foram notificados e 16 confirmados. Não há registro de óbitos.

Sintomas

As manifestações clínicas da leptospirose variam desde formas assintomáticas (imperceptível) até quadros clínicos graves associados a manifestações fulminantes, podendo levar a internações em uti e óbito.

Clinicamente, pode se apresentar com febre, dor no corpo, dor de cabeça, não podendo ser diferenciada de outras causas de doenças febris agudas. Em aproximadamente 15% dos pacientes, a leptospirose progride para a fase tardia da doença, que é associada com manifestações mais graves e potencialmente letais.

Agente etiológico – é cusada por uma bactéria, que pode sobreviver no meio ambiente por até 180 dias.Também pode se hospedar em vários animais, que funcionam como reservatórios.

Os seres humanos são apenas hospedeiros acidentais e terminais dentro da cadeia de transmissão. O principal reservatório é constituído pelos roedores (rato de telhado ou rato preto) e  (camundongo ou catita). Ao se infectarem, não desenvolvem a doença e tornam-se portadores, albergando a leptospira nos rins, eliminando-a viva no meio ambiente e contaminando, dessa forma, água, solo e alimentos. Outros reservatórios de importância são: caninos, suínos, bovinos, equinos, ovinos e caprinos.

Modo de transmissão

A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. A penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através de mucosas. O contato com água e lama contaminadas demonstra a importância do elo hídrico na transmissão da doença ao homem.

Outras modalidades de transmissão possíveis, porém com rara frequência, são: contato com sangue, tecidos e órgãos de animais infectados, transmissão acidental em laboratórios e ingestão de água ou alimentos contaminados. A transmissão entre humanos é muito rara e de pouca relevância epidemiológica, podendo ocorrer pelo contato com urina, sangue, secreções e tecidos de pessoas infectadas.
 

Período de incubação (tempo entre o contato e apresentação de sintomas)

Varia de 1 a 30 dias (média entre 5 e 14 dias)

Os casos da “forma pulmonar grave da leptospirose” podem evoluir para insuficiência respiratória aguda, hemorragia maciça ou síndrome de angústia respiratória do adulto. Muitas vezes precede o quadro de icterícia (olhos amarelados) e insuficiência renal. O óbito pode ocorrer nas primeiras 24 horas de internação.

Considerando-se que a leptospirose tem um amplo espectro clínico, os principais diagnósticos que podem confundir são:

?  dengue, influenza (síndrome gripal), malária, riquetsioses, doença de Chagas aguda, toxoplasmose, febre tifóide, entre outras doenças.

? hepatites virais agudas, hantavirose, febre amarela, malária grave, dengue hemorrágica, febre tifóide, endocardite, riquetsioses, doença de Chagas aguda, pneumonias, pielonefrite aguda, apendicite aguda, sepse, meningites, colangite, colecistite aguda, coledocolitíase, esteatose aguda da gravidez, síndrome hepatorrenal, síndrome hemolíticourêmica, outras vasculites, incluindo lúpus eritematoso sistêmico, dentre outras.

Diagnóstico : é feito através de métodos sorológicos (exame de sangue). Os mais utilizados no país são o teste ELISA-IgM e a microaglutinação (MAT). Esses exames devem ser realizados pelos Lacens, pertencentes à Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública. O profissional que atende o caso suspeito, deverá imediatamente iniciar o tratamento, mesmo antes dos resultados confirmatórios. 

Período de transmissibilidade

Os animais infectados podem eliminar a leptospirose através da urina durante meses, anos ou por toda a vida, segundo a espécie animal.

Imunidade

Pode um mesmo indivíduo apresentar a doença mais de uma vez.

Prevenção

Evitar o contato com água ou lama que possam estar contaminados pela urina de rato. Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha. Medidas ligadas ao meio ambiente, tais como o controle de roedores, obras de saneamento básico (abastecimento de água, lixo e esgoto), limpeza de caixa de água e melhorias nas habitações humanas também ajudam na prevenção.

A leptospirose é uma doença de notificação obrigatória, porém é sub-notificada. A suspeita da doença e coleta do exame pelo profissional de saúde é de grande importância para a identificação do verdadeiro caso positivo, para que a Vigilância Epidemiológica, diante da confirmação laboratorial, possa identificar os locais de maior incidência na nossa região. A partir desse mapeamento serão realizadas as ações para o desenvolvimento de saneamento básico, educação em saúde e desratização, pelo setor responsável de cada município.

fonte original do Jornal Fato

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